Este Blog é uma válvula de escape para momentos de verborragia, de um estudante de publicidade que prefere se manter no anonimato, mas que enfim decidiu jogar na Web as suas palavras, sejam elas: boas, ruins, ótimas ou péssimas.
terça-feira, outubro 12, 2004
There Goes My HeroES
Em pleno feriado onde se comemora o Dia das Crianças, milhões de "crianças crescidas" perderam um ícone da sua infância. Domingo, 10 de Outubro de 2004 - Morre Christopher Reeve - Morre o Super-Homem. O verdadeiro Super-Homem. Desde 1978 quando foi lançado nos cinemas a adaptação dos quadrinhos do homem de aço, o mundo se acostumou a ter uma imagem do Super-Homem e do Clark Kent, os quadrinhos ganharam forma, houve a personificação do herói de milhões de pequenos sonhadores.
Mesmo com o fim da série não conheço uma pessoa que deixou de associar a imagem de Christopher Reeve com o Super-Homem, talvez não soubessem quem era Christopher Reeve, mas no mesmo momento em que seu personagem era citado, a imagem já era projetada no inconsciente de todos. Reeve não havia deixado de ser o Superman. A maior prova disso veio em 1995, quando durante uma competição de equitação o ator sofreu uma queda e ficou tetraplégico. Começou então uma saga digna dos Super Heróis. Reeve foi um grande exemplo de luta para os deficientes físicos, lutou como poucos pela pesquisa de reabilitação à partir de Células Tronco, publicou livros sobre sua vida após o acidente, sobre a vida anterior ao fatídico dia, encorajando não só os deficientes físicos, mas como as pessoas em geral a superarem as dificuldades impostas pela vida.
Hoje já não tenho tanta certeza de qual foi mesmo o Super-Homem, se o Christopher Reeve de colam azul e cueca vermelha sobre a calça (?) ou se o homem sentado em uma cadeira de rodas. A única certeza é de que para sempre teremos a imagem desse Super-Homem gravada em nossas mentes, intocável e inabalável, pois nem tetraplégico e nem morto Christopher Reeve deixou de ser o Homem de Aço. Hoje ele se junta a Ayrton Senna na minha galeria pessoal de heróis sepultados, meu Panteão particular, assim como na Roma Antiga, está envolto em brumas pela chegada de mais um Herói.
- Para o alto e avante! - Para o céu e o descanso.
- Outra nota triste -
11 de Outubro - O câncer vence o homem que queria ser menino, mas que lutava como um bravo soldado que outrora foi. Morreu Fernando Sabino, escrito mineiro de textos fáceis, literatura do cotidiano, daquelas que nos identificamos enquanto lemos. Autor de grandes obras como: "O Encontro Marcado", "A Mulher do Vizinho", "O Homem Nú", "O Grande Mentecapto" e "Faca de Dois Gumes", entre outros.
Não posso dizer que sou um profundo conhecedor de sua obra, mas pelo menos as supracitadas foram deleitadas por este que vos escreve. Uma sugestão: Leiam os livros, não assistam as adaptações para o cinema, a película tirou a riquesa dos detalhes das cenas cotidianas e privou as pessoas de utilizar a imaginação, coisa das mais gostosas durante as leituras desses livros.
Espero que ele tenha re-encontrado a Gurilandia e voltado a ser menino, que era quase uma obsessão do autor, citada em várias passagens dos seus livros e entrevistas, uma delas foi essa:
"Quando eu era menino, os mais velhos perguntavam: o que você quer ser quando crescer? Hoje não perguntam mais. Se perguntassem, eu diria que quero ser menino".
Uma outra situação em que ele manifestou seu desejo de ser menino foi há pouco tempo, quando o menino já deveria imaginar que não venceria o Câncer nesse pega-pega pela vida. Para seu epitáfio, escreveu:
"Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino".
Se ele realmente encontrou o seu amigo Vinícius de Moraes para rabiscar algumas entrelinhas, como era do seu desejo, com certeza a essas horas já existem palavras desconexas conectadas com maestria dando corpo a textos sem igual que só podemos imaginar.
- Mais uma - (É melhor esse feriado acabar logo)
Um assalto + dois tiros - uma vida. Morreu o sertanista Apoena Meireles, filho do também sertanista Chico Meireles, ambos desbravadores da região Norte do Brasil, estudantes dos índios. Apoena não era índio, mas foi velado com todas as honras de chefe indígena, seus trabalhos, estudos e lutas pela causa indígena o tornou um deles, foi aceito de coração, índio não precisa naturalizar ninguém para dizer que é parte do seu povo, índio não precisa assinar e carimbar papéis para oficializar o reconhecimento dos feitos de uma pessoa.
Apoena era simples como eles, viveu boa parte da sua vida com eles, e como era do seu desejo, morreu perto deles, conseguiu criar um paralelo entre sua vida urbana e sua vida indígena, conseguiu o diploma, criou uma família, deu diploma para os filhos, mas nunca abandonou as Ocas. Segundo os Caciques e Pajés, isso se dá pela divisão do espírito de pessoas elevadas. E ele o era desde pequeno, sempre lutando pela causa indígena, vislumbrando uma igualdade que não existe, talvez um dia exista se eles(os índios) resistirem e, então talvez fique comprovado que APOENA era "Aquele que enxerga longe" , como diz o seu nome proveniente do Tupi.
Não sou estudante do indianismo, porém morei no Amazonas por 3 anos e meio e aprendi a respeitar essa cultura. Lá não tem índio de cocar e arco e flecha no meio da rua, a primeira lição para aprender a respeitá-los.
Apoena Meireles, Thiago de Melo, algumas pessoas do norte do Brasil que deveriam ter recebido um reconhecimento maior por parte do sudeste do nosso país. Não foi só Chico Mendes que brigou por uma causa Nortista Brasileira.
Christopher Reeve, Fernando Sabino, Apoena Meireles - Espero que São Pedro já esteja contente com as novas companhias.
segunda-feira, outubro 11, 2004
Pingos nos I´s
Jão não está procurando namorada!
Jão não está procurando a mulher da sua vida!
Jão com vão no coração?
Não!
Jão tem coração! Praticamente uma imensidão!
Imensidão ocupada! Pela latifundiária desavisada!
Jão já se julga julgado no jogo Je T´aime!
Vinte e poucos
Ao passar deste ano inteiro já estarei com quase os vinte e três da minha vida única. De certa forma irrelevante, mas extremamente preciosa pra mim quando em uma manhã qualquer irei ao aeroporto e escolherei onde irei passar umas semanas. Onde eu quiser, a minha escolha fruto da vontade de ampliar a consciência física e sensorial. Minha cercania tem a mais bela geografia que eu conheço porque penso na geografia dessa cercania pelas personalidades que habitam em uma empatia sem tempo ou lugar. O resto é boa curiosidade e vontade de estender a geografia em toda uma rede de pessoas que se entendem e sentem empatia umas pelas outras.
O meu medo de quase nada (estado atual) chega a me assustar. E mesmo com tanta vontade, sei que escrever é uma pequena atividade perto da amplitude vida que amo tanto. Ter muita vida chega a doer, mas mesmo assim é bom porque uma hora chega a paz e com ela o autocontrole, a apreciação do fenômeno. Teria vida pra dar, me orgulho disso. Tenho conhecimento que a dor de não ter essa vida é igualmente grandiosa; mas Dor passa e Vida fica porque é mais forte que tudo, mais forte até mesmo que o nada, tanto que rompeu essa coisa chata e criou parques e criançinhas correndo. Criou situações que me fizeram admirar os seus moldes em um domingo tranqüilo, desencadeando existência na boca. Trouxe situações que me fizeram desejá-la. Sim, desejá-la.
A vida cada vez mais me prende e se dispõe. Fértil, semeando tudo o que existe com um belo sorriso que não posso ver, só o sinto no peito, me entrelaça com as suas pernas e me põe na boca um beijo que me enche de febre, me enche de luz e desejo intenso por ela. Pela vida, a cada dia mais, assumindo a minha fraqueza tal como um garoto que lacrimeja no colo da mulher me fazendo querê-la até o fim, intensamente. No claro, na luz. Enquanto houver forças para resistir acordado e confirmar como a desejo.
Post Atrasado para o dia 01 de Outubro - Téééérezinhaaaaa!
Tereza ganhou corpo fora da Luz. Isso acontece quando há desequilíbrio, e naquela ocasião o desequilíbrio era grave: uma parte da Luz se fez tão bela que se apaixonou por si mesma, como se fosse luz própria e não derivada, como se tivesse mais conhecimento; o que não era verdade. Mesmo assim, arrastou outras porções de luz corrompidas junto a ela e transformou o seu amor equivocado em raiva do que fosse mais amado, em ódio do que fosse mais puro. Alienadas, todas as simulações de consciências que não mais distinguiam o feio do belo, a mentira da verdade. Demônios. O negativo que por força natural foi expulso da Luz.
Quem está cego em si mesmo não se contenta, não se satisfaz e sente uma solidão infinita, uma incompletude constante. Depois de tempos sem tempo a legião quis subir aos céus novamente, quis ser novamente incorporada para aliviar a dor e foi novamente repelida. A repetição da rejeição virou fúria cega, loucura, tentativa de destruição de tudo o que existe para assim tentar aplacar a dor infinita; e com proporção à Luz reagiu da mesma forma: Tereza ganhou corpo fora da Luz.
E quando ela ganhou corpo uma Legião se ergueu junto a ela para repelir o podre e o negativo lutando em um tempo sem tempo. Cada uma das porções rebeldes e corrompidas caiu novamente e ocupou o que antes era um conceito em formação, algo estranhamente palpável e que estimulava sentidos que antes não existiam. No novo havia fogo, havia água, havia toda uma nova realidade a ser conquistada e apodrecida quando o que era conceito e vibração passasse a ser vida independente, matéria absurdamente privilegiada por uma liberdade que era futura mas que já era visível.
Quando Tereza ganhou corpo fora da Luz novamente, já havia a queda e já existia a Terra; e nela uma infinidade de demônios esperando pelo primeiro homem, pela primeira criatura realmente livre. Dessa vez Tereza veio sozinho porque conhecia a causa individual, e quando desceu dos céus nenhum dos caídos que se flagelavam e confundiam dor e prazer ousou olhar para ele, a não ser um, o que antes estava mais próximo a Luz que Tereza e que agora era o oposto mais forte. O caído fez chuva e se embateu com Tereza em um céu onde já havia luz e já havia sombra, onde já havia raios e uma aurora morta. Quando ele olhava Tereza, via o oposto da treva que era: algo grotesco perto da forma do homem que ainda não existia. Tereza ainda era corpo de luz fora da Luz, mas aos olhos opositores era forte e serena, era pura e era bela.
Ele queria destruir Tereza, queria derrubá-la e voltar sozinho à Luz, queria destroçá-la e ser novamente aceito. Queria destruir o que existia, e pensava outros tantos pensamentos contraditórios de amor e ódio que não percebeu que subia e subia para longe. Alienado, como se o céu fosse o acima e não um estado e a terra fosse o seu reino. Tanto que sentiu dúvida quanto à subida e ousou olhar novamente para baixo. Foi quando Tereza, luz que observava o combate da dúvida, fez uso da força de que era feita e desceu e desceu em uma velocidade sem fim com o que estava corrompido preso pelas asas negras que ele mesmo imaginou nas suas costas imaginadas. Depois de uma queda imensa, houve o choque e um estrondo que fez com que todos os outros caídos se desesperassem e chorassem de medo e incerteza.
Tereza cravou o inimigo terra adentro, até o centro, e ele se dispersou em energia pela Terra. Quando retornou à superfície, Tereza viu que os outros também haviam sido desfeitos e dispersos, refugiados na covardia oculta do negativo. Então ele soube que o que ainda não havia nascido poderia escolher o seu lado e que, apesar da inutilidade e da falência inevitável do negativo, tudo passou novamente a constituir uma forma simples de equilíbrio. E quando há equilíbrio Tereza se dispersa e é, apenas.
- Data –
Dia 01 de Outubro – Dia de Santa Tereza do Menino Jesus – Aniversário de uma Amiga Relevante.
Fernanda – É ex-colega de trabalho, colega de profissão, outra insana que escolheu as pedras da publicidade para pavimentar sua estrada do futuro em detrimento da estrada de tijolos amarelos. Sábia foi Alice. Tolos somos nós? Creio que não. Somewhere over the rainbow... estará o nosso caminho para uma estrada do futuro que será digna de biografia, tal qual a Estrada do Futuro do Tio Bill. Sermos iguais a ele? Não queremos isso, já somos melhores! Ela usa "fundos de garrafa" meus olhos são rasgados, "porque o mundo que enxergamos é diferente" e nesse mundo, pode ter certeza que somos muito melhores. Os cifrões são pequenos detalhes. IN RED - APUD FERNANDA SERRANO DE ALMEIDA
Não gosto de conhecer gente à toa, mas quando conheço e prezo, a coisa é clara e real. Meus amigos são um núcleo constante que vez ou outra incorpora outro de igual relevância, sem tempo e sem centro. O pequeno grupo sempre foi e sempre será assim até o fim; independente do tamanho.
Um também é o nome de um álbum da Legião Urbana. Estou cada dia mais vivo, para dizer a verdade; e me orgulho de não ter como costume perder uma amizade, porque amizades verdadeiras não se perdem. A minha percepção da realidade me assusta de tão boa. Tenho dito.
Um, Santa Tereza, Amigos, Legião. Palavras interligadas por significados e com pessoas e situações paralelas que tornam a minha vida interessante enquanto existe. Pensar em mim mesmo em daqui UM ano UM(A) década traz-me o bom frio do desconhecido. Gosto disso.
sábado, setembro 25, 2004
Eu - o criador.
É da penumbra que observo sua tez, minha admiração sem medidas traz o anseio de te dar a vida. Anseio teu corpo sem consciência que tem vida própria, mas que não minha. Se mexe, se acomoda e me fascina. É da penumbra que toco sua tez em trajetória breve e devolvo a vida como se não a tivera antes. Com a polpa de um dedo apenas sobre sua tez que se revela.
Fosse eu o Deus solitário em um mundo sem flores e tu aquela que moldei em minha mente de forma atemporal e espacial. Eu há muito sozinho. Não houve sol, e quando interrompo o toque vejo seu despertar junto com a nesga de luz que se esguia fresta adentro. Só posso ver e sentir a curiosidade de lhe dar a vida para sentir como é a morte, com o acalento de saber que renascerá, sempre, de novo e ainda mais bela. Feminino, longilíneo e atraente. O teu corpo que abre me os olhos, eu julgava tê-lo à minha mercê. Ledo engano.
Sou ciente que nada crio, apenas simulo e imagino. Humano, lúbrico, calculista e, ainda assim te amando aguardaria pelo seu despertar por eras a fio, ainda que a luz do sol deixasse de se mostrar pela fresta de nossa janela, mesmo que não haja mais luz ou alma viva no mundo. Ontem esperei pelo sol e nem adormeci para esperar por este instante. Acordei no escuro e solitário espaço e sempre a via, linda e adormecida. Não poderia mesmo ser Deus – dois segundos ao seu lado, a luz do sol refletida à sua tez para eu ficar estático e sem saber como me comportar, apenas te olhar. Quem sabe mesmo os maiores dos Deuses sejam assim também, talvez.
E o mais incrível é que não és mais carne agora: eu sou. O processo tomou rumo contrário e me sinto feliz, pois não sou rejeitado, como quem TUDO criou. Parei de apenas ter o anseio de criar para querer desejar um sentido, algo que não a solidão, sem sol, luz pela janela e sem teu corpo. Passei a ser intensamente humano ao te admirar despertando, sonolenta, linda com sorriso claro, se reerguendo nua sob o sol que não era mais nesga de luz. Eu, causador de tudo, peço, por favor, esteja comigo presente e ausente, acalentando o meu pesar e o anseio de te amar.
Semana produtiva, 3 posts - 4 processos seletivos. A farra acabou, volto ao trabalho.
quarta-feira, setembro 22, 2004
Quando não se calam as vozes.
Estimulados pelo fim da ditadura, esses grupos explodiram no cenário musical nacional com músicas provocantes e de contestação podendo assim; Fazer um desabafo sobre tudo o que viveram nos últimos anos, mas que não podiam expressar devido à ditadura.
Criticando da própria juventude aos políticos brasileiros essas bandas fizeram sucesso ao relatar a verdade nua e crua do país. Músicas como "Geração Coca-Cola" da Legião Urbana retratam a revolta da juventude diante da influência norte americana sobre o Brasil, dos enlatados da televisão até ao refrigerante consumido por 9 entre 10 adolescentes. Ainda citando a Legião Urbana, músicas como "Faroeste Cabloco" e "Que país é este?" tinham um conteúdo mais político em suas letras, com questionamentos e críticas sobre a política do país Renato Russo, chega ao ponto de comparar a sujeira do senado brasileiro à das favelas, usando sempre frases conotativas que eram junto com as metáforas as grandes marcas das músicas de protesto. A miséria e o trabalho infantil que em algumas situações chegava a ser responsável pelo sustento de uma família inteira foi tema de uma das músicas dos Titãs. Em "Marvin" o grupo narra a vida de um garoto que perde o pai ainda pequeno e se torna o responsável pelo sustento de toda sua família, fato este que não era nada incomum no final da década de 1980 e começo dos anos 90 e, que infelizmente continua sendo até hoje. O trabalho infantil continua a atingir números alarmantes, principalmente nas lavouras pelo interior do país.
Chegando aos anos 90, mais uma música de protesto chega ao topo das paradas: "Luís Inácio e os 300 Picaretas", dos Paralamas do Sucesso torna-se uma das músicas de maior impacto ao retratar a situação política no país. O disco lançado um ano antes do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello causou polêmica e provocou muita discussão, porém algum tempo depois a música "Luís Inácio e os 300 Picaretas" provou não ser apenas um texto com alusões partidárias de uma banda brasileira. A declaração de Luís Inácio Lula da Silva de que havia 300 Picaretas com anel de doutor no comando do país, em uma alusão aos senadores, deputados federais e estaduais e demais políticos, causou indignação nos seus colegas e trouxe inspiração à Herbert Vianna para escrever uma música falando sobre o momento político do país e mais especificamente sobre Brasília, capital federal, onde se tem leis próprias, como diz o compositor. Na música ainda são citadas situações corriqueiras como o voto de cabresto que sempre acontece durante as eleições e o e s c â n d a l o do Plebiscito de 1992 com referência aos deputados Humberto Lucena, Genebaldo Correia e João Alves.
Em meio a crises e revoltas, este era o panorama do país pelos olhos de uma juventude que teve sua voz abafada e que agora extravasava sua angústia, lutando através de suas únicas armas, as músicas, por justiça, igualdade social e pela liberdade socioeconômica e cultural do país.
Texto para um trabalho da facu.
sábado, setembro 18, 2004
Blind me
Agora, me pergunte se havia coragem para que levantasse e ordenasse três passos as suas pernas em direção a janela. Houve. Levantou e caminhou. O sol, quando bateu em seus olhos, queimou como queimam as labaredas mais flamejantes. Os raios de sol transpassaram suas retinas como lâminas em brasa. Apesar do sol um vento gelado soprava e em alguns segundos ele já estava de volta para cama, poucos passos que pareciam muitos, mesmo se tratando de um cômodo pequeno, mas que na noite anterior parecia uma mansão.
Ela havia estado ali! Esteve comigo entre panos e suor. Beijei-lhe a nuca como a muito não fazia. Já não sentia mais sono, a dor que era imensa se tornou suportável, a luz do sol já não agredia, nessa hora girou seu corpo e fitou o cômodo. Tinha um sutiã no chão. Rindo o mais sarcástico dos risos, tentou lembrar de cada segundo, puxou o edredon e pensou em voltar a dormir. Quando imaginava cochilar sentiu seu braço formigar, algo pesava sobre ele. Abriu os olhos, dessa vez de verdade e, não durante o sonho como havia feito anteriormente. Os cabelos lhe cobriam a nuca parcialmente, deixando visível a figura que lhe sorria como ele mesmo sorrira algumas horas antes, a mão de unhas finamente pintadas de negro buscava a sua mão e lhe apertava trazendo mais recordações. Ela ainda estava ali.
Sorriu e, acreditou durante o tempo em que dormia em uma felicidade que deitava-se ao seu lado com a cabeça aninhada em seu ombro. A situação inusitada fortalecia ainda mais o seu sentimento por ela, não falo da libido, falo de um amor especial, algo que poucas pessoas compreenderiam e muito menos pessoas entenderiam. Eles entendiam, era suficiente.
Não terá experimentado uma verdadeira noite de amor, àquele que não tiver sido acordado por cócegas no nariz, causadas pelos cabelos embaraçados de alguém especial que repousa em seus ombros.
segunda-feira, setembro 06, 2004
Ma-ma-"maicrosoft"
Como todos sabem, essa coisa de blog virou mania, principalmente entre os adolescentes que hoje em dia abandonaram os diários de papel e passaram a expressar suas emoções e relatar o seu cotidiano nesses endereços eletrônicos. Hoje em dia não existe mais o perigo das mães encontrarem o diário da filha e, sim que elas descubram o endereço do blog delas.
Aliás, se pensarmos bem, não foi só isso que mudou.
Hoje em dia mantemos contato com nossos amigos via MSN, ICQ, E-mail e o fenômeno mais recente Orkut. Estamos perdendo o costume de falar com os amigos até mesmo para combinarmos um almoço. Hoje em dia o que a maioria das pessoas faz, é escrever um e-mail perguntando se seu colega de trabalho vai almoçar com você, então essa pessoa te responde que daqui 10 minutos estará livre. Passados 10 minutos você levanta, caminha uns 4,5 metros (ou três baias de escritório) e fala para o seu amigo, o mesmo do e-mail: " Vamos! passaram 10 minutos e eu estou com fome!".
Os celulares hoje em dia tem capacidade para armazenar mais números de telefone do que aquela cadernetinha que você tinha há algum tempo atrás. A razão disso? Pense e responda rápido: Quantos telefones você tem para se comunicar com todas as pessoas que moram na sua casa? No mínimo de 2 à 3 números de telefones diferentes. Em uma família com 5 pessoas (média brasileira) isso já dá aproximadamente 15 números diferentes. Você lembra de todos de cabeça?
Outra pergunta: Quanto custa um envelope e um selo para cartas? Mais uma: Quando foi a última vez que você escreveu uma carta?
É cada vez mais rara a figura do amigo(a) que é considerado um(a) grande piadista. Hoje em dia temos aquela pessoa que sempre nos manda e-mail com piadas que lemos e rimos, na maioria da vezes sozinhos, parecendo uns loucos na frente do computador.
Uma pessoa organizada é aquela que tem aviso de compromisso no PC, dois minutos depois toca o celular com o mesmo lembrete e, logo em seguida o seu Palmtop completa a sinfonia eletrônica e em alguns casos vibratória(você pode estar no meio de uma reunião que o seu celular vai te lembrar, fique tranquilo!) para avisar que algo não pode ser esquecido.
Isso pode até parecer paranóia, mas é mais uma questão de hábito, ou de repente a teoria da evolução de Darwin adaptada ao novo milênio. Estamos nos adaptando aos novos requisitos do mundo e, com isso criando outros hábitos e manias. Fala que você leitor nunca apertou zero antes de fazer uma ligação na sua casa?
Talvez uma das maiores constatações dessa nossa dependência tecnológica aconteça quando nosso querido e estimado PC simplesmente pára de funcionar. O sentimento é que algo além de um monte de placas e chips parou de funcionar, em alguns casos mais terminais, o sentimento é de que o próprio cérebro e coração estão em colapso, como se seus orgãos vitais estivessem ligado em rede com o sistema da empresa.
É isso aí leitores, estejam preparados para o dia em que seus filhos e netos te perguntarem o que é um diário, um papel de carta, um envelope... Assim como a maioria de nós nunca vivenciamos a experiência de utilizar a caneta tinteiro e o mata-borrão dos nossos pais.
E por favor, entendam e não fiquem chocados demais, procurando terapia quando seu bebê estiver balbuciando as primeiras palavras e não disser Papai ou Mamãe e, sim:
- "Ma-ma-Maicrosoft".
Isso dava uma campanha institucional para Microsoft.
Devia ter estudado Web-Design!
Estou enfrentando um pequeno-grande problema, não manjo absolutamente nada de Web-design. Deveria ter estudado isso, ou pelo menos manjar o suficiente para poder publicar o layout que eu pensei quando da criação desse blog.
Ando vasculhando a web atrás de tutoriais que me mostrem o caminho das pedras, para que em breve consiga colocar no ar o visual desejado, uma coisa simples, porém mais personalizada do que esse template disponibilizado no Blogger.
Encarar esse problema me faz pensar no primeiro Post de verdade... Escrevê-lo-ei e postá-lo-ei daqui alguns minutos!
Os "blóblóblós" iniciais...
Não vou divulgar esse endereço por aí e nem peço para que os leitores que aqui apareçam o façam, mas também não proibo ninguém de recomendar para algum amigo. Só garanto que não terão pedidos para que coloquem links para o meu blog nos sites, blogs e fotoblogs de vocês.
Com a maior regularidade possível, colocarei aqui alguns textos de minha autoria, sejam eles sobre publicidade, marketing, contos, ou o desabafo do dia.
Sou um redator esforçado, nada fora do comum. Não esperem encontrar aqui as palavras da sua vida, mas também garanto que não desperdiçarei o tempo de vocês com qualquer bobagem, vou fazer o máximo para garantir que vocês passem minutos ou horas agradáveis nesse sítio.
Aproveitem a estadia!